sábado, 2 de abril de 2011

FRÜHLING

É... parece que esse negócio de "Fasching" funciona mesmo: logo depois das pessoas terem se fantasiado pra espantar o inverno , as árvores secas e completamente sem folhas começaram a mostrar botões que se multiplicam rapidinho até que os pinheiros deixem de ser soberanos. Flores de todos os tipos, cores e tamanhos enfeitam as árvores da cidade inteira. Os corvos também já não são os únicos nas ruas: agora aparecem outros pássaros brancos, alguns com matizes azul esverdeadas nas penas da cauda, pombos e uns pequenininhos.
Narcisos em homenagem ao Hollic.


Amêndoa dá em árvore, então...



Essas aí em cima têm florzinhas que parecem flores de cerejeira.



Até as pessoas ficam diferentes: parece que se sentem mais leves por não terem mais que carregar o peso daqueles casacos de inverno. Quando eu tava fazendo essas fotos aí em cima, a dona da casa saiu, viu o que eu estva fazendo e disse "essas flores são simplesmente uma poesia, não é?"

domingo, 6 de março de 2011

FASCHING

Esse post é dedicado à Tatiana Maria que queria ver mais gente no blog... rsrsrs
Até porque, nem se eu quisesse ia conseguir tirar fotos sem mostrar as pessoas.

Então, "Fasching" é a palavra alemã para esta época do ano. Existe "Karneval" também, pra falar do carnaval enquanto comemoração católica mas, pelo que eu pude reparar, "Fasching" é uma festa muito mais antiga do que o catolicismo que tem como objetivo assustar o inverno pra que ele vá embora (daí as pessoas ficarem tão alegres e se fantasiarem). Ao longo do tempo as coisas foram mudando e se misturando de formas diferentes nas diferentes regiões da Alemanha.
Na verdade eu nem ia sair de casa ontem, mas precisava ir a uma copiadora e pensei em ir conhecer a biblioteca para aproveitar e ficar um pouco lá para estudar. Daí peguei o metrô: uma menina de mais ou menos 7 anos com um vestido longo, lilás e cor de rosa, com bordados dourados e manga bufante; um menino de mais ou menos 5 anos com uma fantasia de sapo de pelúcia verde limão, outro de roupas normais, mas um bigode tipo "Salvador Dalí" e chapéu de Zorro. A medida que o centro da cidade foi chegando perto, vi que as ruas estavam muito mais movimentadas do que o normal.

A ideia da biblioteca foi indo embora quanto mais perto eu chegava da copiadora, tanto que ficar presa na loja fazendo as cópias foi quase uma tortura. Pelo menos consegui ficar livre disso e ainda eram só 4h da tarde. Me pareceu que o movimento estava só começando e realmente, quando fui embora, lá pelas 7h havia muito mais gente.

A roda gigante faz lembrar esses parques de diversão que a gente tem aí, mas de perto é totalmente diferente disso: nada de brinquedos supermodernos -

A barraquinha da esquerda na foto aí em cima tinha uma parede com balões pendurados para as pessoas tentarem acertar com dardos.

Essa aí com os desenhos em verde na parte de baixo tinha brincadeiras com cartas e, na parte de trás, essas latas empilhadas para as pessoas tentarem derrubar com pedrinhas.

Várias máquinas daquelas de pegar bichinhos de pelúcia - e, ao longo do caminho vários casais com moças carregando esses bichinhos.
Mas então, eu que estava sozinha e não tinha ninguém pra pegar um bichinho pra mim, parti logo para o que realmente interessa:

Começando pelos salgados, além das barracas de Bretzel que sempre ficam nessa rua, havia ontem as de salsichas: de Curry, de Pimenta, de Páprica, outra esbranquiçada e condimentada típica da Baviera, bifes de porco e boi e as chamadas "Frikadelle", que são almôndegas em forma de hamburguer. A gente escolhia o recheio e todos vinham com um pão de sal. Quando não era salsicha vinha também com um pouco de cebola em tiras refogada. Você se serve de mostarda depois de pegar o sanduíche.
Pedi uma salsicha de pimenta e comprei um "Glühwein" para beber. É um copo de vinho quente e com especiarias, qualquer coisa entre quentão e catuaba. Ou seja: já provei, mas na próxima vez eu vou a uma barraquinha de cerveja.
As barracas de doces eram bem parecidas umas com as outras:

Jujubas compridas, parecendo fitas coloridas da largura de um dedo e mais ou menos 40cm; "Magenbrot" que é pão de mel coberto com chocolate; todo tipo de nozes caramelizadas, algumas caramelizadas com pimenta também; algodão doce e estes corações de chocolate confeitados que eu já tinha visto em fotos:
As pessoas comprvam pra dar de presente para as outras, vi pessoas com corações destes pendurados no pescoço que nem colares.
Outra coisa das lojas de doces eram coisas que pareciam nha bentas, não só de chocolate preto por fora, algumas de chocolate preto com côco ralado, outras de chocolate branco, outras de chocolate preto com listras brancas.

Quando vi o nome "Rafael" no cardápio não tive dúvida:

Daí eu perguntei pra moça, por que chamava "Rafael" essa nha benta. Ela me disse que era por ela ser de chocolate branco com côco. Eu falei, "mas Rafael não é um nome de gente?" e ela me disse com um sotaque de alemão falando italiano: "Rafaeeeello!". Eu saquei na hora: existe um bombom tipo ferrero rocher, de chocolate branco com côco. Tem aí em BH também. Esse bombom faz o maior sucesso por aqui.
Então... Vamos ao próximo nome desconhecido: "Dampfnudel". Quando vi na barraquinha escrito "Omas Dampfnudeln" (="macarrão de vapor da vovó"!?) juntei as moedas finais e fui lá ver o que é isso:
Um bolinho de massa de trigo, feito no vapor, com uma crosta crocante salgada e untado por fora que a gente come com um molho. Você pode escolher: molho de vinho ou de baunilha (pão salgado com baunilha!? Sim, é isso mesmo).
Fora essas novidades, ainda havia barracas de crepes, de churros e de cerveja, lógico.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ÜBERSETZUNG


Tradução mais literal do que essa não tem jeito. Nem tem graça pedir pra vocês adivinharem o que é.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

EICHHÖRNCHEN

Tá vendo o título do post? Pois é, esse é o nome desse bichinho aí, que vira e mexe dá as caras nas ruas. Já tinha tentado tirar uma foto de um destes, mas como ele não me deixava chegar perto, tive que esperar ele se aproximar.

Este lugar aí é a varanda do apartamento onde eu estou. A Tânia já tinha me dito que eles aparecem por aqui e antes de ir ela deixou um pedacinho de maçã na mesa da varanda.

Eu tinha pegado a máquina para fotografar meu almoço, mas na hora que eu vi o esquilinho ruivo (aliás, até agora só vi esquilos desta cor aqui) o almoço até perdeu a graça. As 3 primeiras estão meio embaçadas porque existe uma porta de vidro no meio do caminho. Na 4ª foto eu já havia aberto a porta, com muito cuidado, mas logo que ele me percebeu foi embora. Esperto o bichinho, sentiu a Felícia chegando.


Parece que ele estava brincando com a espuma atrás da cadeira, tipo um filhote de gato.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SPIELPLATZ

Quando me chamaram para ir a um Spielplatz, pra crianças, mas não só para crianças, eu não entendi direito e achei que fosse um parque de diversões, com roda gigante, montanha russa e tal. Foi procurando o horário de funcionamento do Spielplatz que eu descobri o que ele era:



Aqui existem estes lugares, uns playgrounds gigantes, cheios de brinquedões, com umas mesas num canto para os pais trazerem os filhos pra brincar. É preciso pagar 2,50 para entrar e a grande diferença é que os adultos também podem usar os brinquedos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SCHNITZEL PEPPE

Schnitzel é um bife (geralmente de porco) empanado. Essa refeição aí, completa custa 5 euros: o bife vem com estes pimentões e pimentas verdes que não ardem cortados e refogados em cima; a salada com um molho à base de leite, verduras - até aí tudo bem - e feijão. Sim. Feijão, da cor do feijão roxinho, mas três vezes maior. Não é muito bom não, daqueles feijões enlatados que já vem cozidos daqui. Tá bom que o bife é giga (o isopor onde ele está é do tamanho do meu notebook, 15.6 pol), mas não vale muito a pena, não. Os pimentões/pimentas são muito mais gostosos do que o bife, que tinha qualquer coisa de rançoso.

domingo, 30 de janeiro de 2011

80% DE APROVEITAMENTO

Ontem eu me senti a pessoa mais corajosa do mundo. Muitas pessoas já me disseram que é seguro andar a noite na cidade, mas quando a gente vê ruas desertas e escuras - sendo que vc está andando sozinha nelas - da sim um pouco de medo. Mas aí, de repende vc vê uma velhinha andando sozinha também na rua, ou um grupo de umas 3 adolescentes, um ou dois caras e o medo vai passando devagar. Alguns restaurantes e supermercados estavam abertos e isso também ajuda muito.

Depois ainda é preciso mais um pouco de coragem pra sair a noite sozinha. Entre as opções daqui da cidade que vi na internet, eu fiz um plano A e um plano B: um show de rock progressivo que acontecia em um atelie. No subsolo dessa casa tinha um lugar tipo a obra, daí de BH, onde acontecia uma Festa temática: Depeche Mode. O primeiro não cobrava entrada e o segundo 3 euros. Cerveja alemã a 2,00. Tá bom, né?

O show no atelie parecia uma festa de família: todo mundo parecido e todo mundo se conhecia. Tinha várias pessoas, casais, geralmente, lá pelos 50 anos, e uma família com 2 crianças de mais ou menos uns 8/10 anos. Mas a maioria era mesmo gente com mais de 25 e menos de 35 anos. A banda é fantástica, rock progressivo com qualquer coisa beeeeem grunge, beeeem anos 90. Ao vivo é milhões de vezes melhor que em estúdio (vc pode ouvir as músicas e baixar o CD no site da banda http://www.madventuretheband.com.de/). Ah, e essa é pro Rafael: o baixo é de 5 cordas, tá?). Quanto ao lugar, uma casa velha, sem aquecimento com essas luzinhas emboladas no teto.
O show nem foi pequeno, mas como começou cedo, acabou antes da meia noite. Ou seja, na hora do povo começar a chegar na "Obra" (chama Genesis, o lugar aqui).
Nossa, sobre esse lugar, eu não sei nem como começar. Putz, sabe aquelas crianças com capas pretas que de vez em quando a gente vê na savassi a noite? Bom, acho que elas sonham em ser como o povo que eu vi lá. Mas, um pequeno detalhe: só gente com mais de 30 anos. Muitos com mais de 40. Cara, trombei no banheiro com uma mulher de uns 45, com uma capa longa de veludo vermelho sangue, com textura de teias de aranha em preto. Tinha um sujeito de cabelo raspado, só com uma franja preta toda jogada pro lado e um casaco de pelos, todo volumoso, preto, sem camisa e calça de couro. Se eu fosse descrever todos que me chamaram a atenção, ia precisar de umas 2h. Só tive coragem de pedir pra tirar foto do bar:

Isso me deixou impressionada: não eram punks, não eram emos, não eram metal. ERAM GÓTICOS DOS ANOS 80, como the cure, siouxie and the banshees, etc. As músicas eram velhas conhecidas minhas, em maioria. Mas de vez em quando rolava qualquer coisa bem bizarra cantada em alemão. Nossa, o povo parado já era um espetáculo. Agora, imagina só quando eles dançavam? O negócio era tão sério, que eu não tinha coragem nem de rir. De qualquer forma, depois de duas cervejas eu também dancei bastante: ninguém nem ia reparar em como eu dançava ou no fato de eu estar sozinha. Isso me fez sentir muito bem.
Bom, lá pelas 2:30, fui embora confiando no que me disseram de que o metro funciona a noite inteira na Alemanha. O caminho até o metro era longo, uns 8 quarteirões, que pareceram 18 por causa do frio. Cheguei no ponto, descobri que funciona, mas os intervalos entre um metro e outro são maiores. Ou seja: 23 min. até meu metro chegar. Tá bom que tinha aquelas casinhas de vidro corta-vento, mas foi duro ficar esse tempo todo parada no frio. Só pensava em chegar em casa, ligar o aquecedor no máximo e me enfiar debaixo das cobertas de roupa e tudo. Demorou um tempo até eu conseguir pegar a máquina pra tirar umas fotos do lugar enquanto eu esperava.
Essa foto aí em cima está salva no meu computador com o nome "Felicidade em 5 min".

Essa rua é o epicentro comercial da cidade, chega a ser esquisito ver essa calma toda num lugar que eu sempre vi cheio e movimentado. Esse lugar é quase em frente à feira de rua que eu fotografei num post passado.

Apesar da calma, tanta luz acesa.
Enfim, cheguei, dormi igual a uma pedra e acordei feliz por causa do café da manhã. Tava a fim de provar este cereal. Depois dos travesseiros de nutella, queria que esse fosse bom, mas não tanto ao ponto de eu não conseguir parar de comer, como aconteceu com os travesseiros. Eu achava que Müsli era meio que o nome alemão pra granola. Mas o princípio é o mesmo daquele crocante de aveia com casquinha de laranja e castanha do pará que eu faço em casa, sabe? Não é uma mistura de grãos, mas alguns cereais crocantes, integrais. Bom isso ia ser bem fácil de comer civilizadamente - se não fosse por um detalhe. Esse müsli é de caramelo. Na semana antes de vir pra cá falei pra minha mãe que tinha desistido de encontrar o gosto de Supligem. Putz, nem acreditei quando coloquei a primeira colher na boca.

Ah, e essa pra Roberta: "fettarme", significa que o leite é (bom, pelo menos pro povo aqui) pobre em gorduras. Ou seja, "a opção light" porque leite desnatado eu ainda não vi aqui. Mas se der pra clicar na foto e ver ampliado, repara só o valor calórico do copo: 117 kcal. Isso é o quase o mesmo que um leite integral da itambé. Tá vendo o percentual de gordura? "1,5% Fett" Pois é, o leite integral que eu comprei antes era 3,5% Fett, aquele copinho pequenininho do leite pra misturar com o café, é 10% Fett.
Bom, chega de blog por hoje. Até a próxima!

sábado, 29 de janeiro de 2011

BELEZAS NEM TÃO ROMÂNTICAS

Nem só de casinhas bonitas são feitas as cidades. Desde que cheguei aqui fico procurando um ângulo pra fotografar estas chaminés de fábrica e esta construção no meu caminho para o IG. O problema é que, contra o sol, as chaminés tendem a desaparecer no céu tão claro. E durante a noite quase não da pra ver, sem contar que elas não soltam fumaça.







Na falta de fotos melhores, por enquanto ficam essas.